Tecnologia 5G vai intensificar o mundo ‘appficado’, diz Ricardo Hobbs, da Vivo

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Tecnologia 5G – Trazendo um panorama das tecnologias disruptivas que já estão mudando a vida de todos e criam cada vez mais oportunidades de negócios, Ricardo Hobbs, VP de Estratégia e Novos Negócios | Terra & Vivo Ads, explicou em sua palestra “Digitalizar para Aproximar”, que hoje vivemos uma hiperconexão e um desenvolvimento social sem precedentes. “Vivemos um mundo de hiperconexão o tempo todo, em vários locais, e estamos em plena quarta revolução industrial, após as mudanças drásticas trazidas pelo vapor, energia elétrica no mundo fabril e as mudanças pós-guerras que uniram ciência e desenvolvimento de produtos”, destacou. “Hoje há um acúmulo de tecnologias disruptivas sem precedentes que foram aceleradas por causa da pandemia como o Blockchain, que impacta nos serviços financeiros, votações e certificados digitais; biotecnologia que, no contexto atual, foi decisiva para ajudar no desenvolvimento de vacinas; Inteligência Artificial, com máquinas que aprendem e possibilitam inovações como carros conectados, medicina diagnóstica, além de todas as aplicações que impactam na forma como consumimos entretenimento, relacionamentos e como nos alimentamos.”

Segundo ele, tudo o que não é “appficado” será no curto prazo, e todas essas mudanças tendem a ser ainda mais aceleradas com o 5G, que deve começar em outubro, com um prazo de 6 a 12 meses para que a redes em todos o país comecem a ser implantadas. “O 5G impactará na indústria de alta precisão, na telemedicina e telecirurgia, em carros autônomos e na educação com realidade virtual. O Brasil já está nessa trilha por ser a quinta maior população online do mundo e que passa 10 horas conectada por ter 70% de sua população em alguma rede social – no mundo, a média é de 45% dos habitantes nessas redes. Em 2020, por conta da pandemia, 20% dos brasileiros tiveram algum tipo de experiência de atendimento médico online, 64% acompanharam eventos por transmissão online e 40% tiveram o home office como modalidade de atuação nesse período de isolamento social”, explicou ele. Para Hobbs, todas essas mudanças aceleradas na pandemia vieram para ficar e a Vivo acompanhou toda essa trajetória e pretende continuar investindo e fazer parte dessa revolução. “Como líder em receita, a Vivo investe mais de R$ 8 bilhões ao ano tanto em projetos de tecnologia e inovação como inteligência artificial e sistema Aura de atendimento em formatos diversificados, mas também em diversificação de negócios e serviços que ajudam a transformar vidas, como Portal Terra, a Vivo Sustentável e Fundação Telefônica, entre outros.

Fernando Moraes, superintendente comercial da Alelo do Brasil, e Caio Lira, diretor da Ambev, foram os participantes do Painel “Personal Shoppers: novo comportamento de consumo”, que foi moderado por Thiago Sarraf, especialista e Doutor em E-commerce professor, empresário e investidor anjo. Em suas apresentações sobre os novos comportamentos do consumidor de varejo alimentício, os executivos destacaram que a tecnologia muda tudo e é imprescindível para inovação e uma melhor experiência de compra, mas ela sempre deve ser atrelada ao lado humano e à capacidade de as empresas treinarem seus colaboradores para a excelência do atendimento aos clientes.

“Toda e qualquer empresa que não ficar atenta às mudanças da tecnologia está fadada a perder mercado. Por causa da pandemia, o segmento de bares e restaurantes foi muito impactado e muitos de nós estávamos em home office e desenvolvendo as estratégias de atendimento e soluções para 8 milhões de clientes, de 100 mil empresas que dão o benefício para seus funcionários usarem em mais de 700 mil estabelecimentos comerciais no Brasil, mas que naquele momento tinham o plástico, mas não podiam gastar ou tinham locais muito restritos para consumir. Rapidamente foi necessário aderir aos aplicativos de entrega para não ficarmos para trás”, afirmou Fernando Moraes. “O mais importante de tudo, em todos os níveis e a qualquer momento, o fator humano sempre será importante, porque se dentro de um supermercado não tiver alguém com a cultura do atendimento enraizada para atender todos os níveis, acaba perdendo espaço independentemente da tecnologia porque hoje o consumidor compara e exige.”

Caio Lira destacou que o momento pandêmico trouxe profundas transformações, que impactaram de forma veloz nas vendas online, ensinando as empresas a conviverem com isso de forma ágil. “Antes era incomum as pessoas entrarem no supermercado e ver um funcionário de um aplicativo de entrega comprando e fazendo o papel de shopper, mas agora essa é uma realidade para muitos mercados. Estamos de olho nessa transformação para lançar, em breve, uma plataforma de bebida em casa, pela qual vários varejistas de todo o país poderão entregar a melhor opção e melhor conveniência da sua região”, anunciou. Caio Lira disse que a venda online de supermercados ainda gira em torno de 2% apenas, ou seja, de cada 100 consumidores no Brasil todo, apenas dois fazem compra de mercado online e há muito potencial para crescer. Para efeito de comparação, segundo ele, o percentual de penetração no segmento na China é de 25%.

Entre tantas mudanças na tecnologia do segmento supermercadista, a chegada do Pix também veio para revolucionar e facilitar a vida do consumidor. “Estamos atentos a todas as mudanças que o Pix vem trazendo: desde a rapidez até todas as questões de segurança envolvidas. É algo novo, mas que vem para facilitar nossas transações com nossos clientes”, ponderou Caio Lira, da Ambev.

“Quando falamos de atendimento, notamos que o público compara o atendimento não apenas com o concorrente direto, mas com qualquer local de venda e serviço com o qual tem contato, pode ser até o posto de gasolina do lado”, acredita Fernando Moraes, da Alelo.

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Novos comportamentos, novas jornadas

Na sequência, Bianca Cerveira e Robson Santos, ambos da Siemens, apresentaram o tema “A Revolução dos Dados no Chão de Fábrica” e  destacaram como a mudança de tecnologia é impactante na vida das pessoas. Segundo Santos, os dados e informações já transformaram a forma como a gente se comunica, interage e compra produtos. “Pesquisas mostram que, em 2010, tínhamos 30 milhões de dispositivos conectados e hoje temos 22 bilhões. A transformação digital mudou nossa forma de viver e de consumir e está presente dentro do ambiente de produção”, afirmou ele.

No Brasil, de acordo com a apresentação da Siemens, 6% das empresas se consideram líderes digitais; 37% das empresas têm um plano de digitalização maduro; 14% dos profissionais percebem mudanças em suas empresas; e 26% temem que suas empresas sejam ultrapassadas pela concorrência. “Na Siemens temos diversas ferramentas e tecnologias para ajudar a indústria a destravar o processo de digitalização. Vamos aos poucos entendendo a tecnologia, a inovação e implementação que vai gerar valor ao nosso processo no chão de fábrica. As tecnologias são as mais diversas, principalmente para nos proteger de ciberataques, entre elas Edge Computing, Sistemas Autônomos, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial, Blockchain, Engenharia Cognitiva, Máquinas Autônomas e Conectividade & 5G”, completou Bianca.

Jefferson Araújo, da SAS, explicou o que são cookies e seu papel nas estratégias das organizações durante a apresentação intitulada “Marketing na Era Pós Third-Party Cookies”.

Cookies são códigos criados por sites visitados e que são salvos no computador do usuário por meio do navegador. O Cookie First Party é associado ao domínio do site que a pessoa está acessando. “Já os Third Party Cookies são vários sites enviando informações para um servidor único, principalmente para saber quais os sites navegados para verificar se está dentro de um target ou de um público que quero impactar, para que a empresa consiga identificar as tags para veicular um conteúdo e monetizar áreas específicas do site”, ensinou o representante da SAS.

Mais uma vez a importância do atendimento foi destacada como grande aliada da tecnologia. Desta vez o assunto foi abordado  na palestra “O Papel das Emoções na Jornada de Atendimento”, apresentada por Talita Gonzales Kussler, da Atento. De acordo com ela, estar junto das pessoas, o “olho no olho” a troca no dia a dia se tornou algo desafiador com o distanciamento social. “Como consigo saber o que as pessoas estão sentindo ou pensando sem estarmos perto? Para quem trabalha com atendimento, é muito importante entender o ponto de vista do cliente, seja como empresa, produto ou marca. O conhecimento é muito importante e as pessoas têm a necessidade de serem compreendidas”, destacou ela.

A medição desses sentimentos e opiniões só é possível com conhecimento profundo do consumidor; com mapeamento completo da jornada da experiência do cliente e com identificação clara de seus sentimentos. “Dentro da digitalização temos uma humanização no atendimento, o cliente cria expectativa quando entra em contato. É a troca dos sentimentos e emoções que direciona toda a jornada”, salientou ela. Entender tudo isso é importante porque, segundo Talita, ter “dores” durante a jornada não necessariamente é negativo. “Manter ‘dores’ ao longo da jornada significa um maior potencial de ter um momento usual durante a caminhada. É possível encantar e surpreender o consumidor a partir das dores que ele passou e narra para a empresa”, finalizou.

O Brasil não é mesmo para amadores, provoca o mediador Benny Fard, CEO da Spin, no painel “O que virá após a Indústria 4.0”. Participaram do painel Tiago Peixoto, diretor comercial na Companhia Industrial Cataguases; Rafael Dias, head de Automação Industrial na Siemens, e  Renate Fachs, vice-presidente da VDI e diretora associada da Accenture. Os convidados concordam que o planejamento estratégico e a visão de médio e longo prazo são essenciais para a implementação padronizada de tecnologia na empresa. “O uso de plataformas integradas e foco em soluções macro também são importantes no processo”, afirmou Rafael Dias.

Um dos momentos mais aguardados do primeiro dia do Digitalks Expo 2021 foi o bate-papo entre a futurista Martha Gabriel e Henrique Campos, gerente regional de crescimento da Starlink no Brasil, braço da SpaceX de Elon Musk. Martha Gabriel contextualizou a ideia de futurismo, que não tem nada a ver com gurus, mas com mudanças que são sementes plantadas no presente para semear o futuro. “Para atuarmos como players no cenário futuro, deveríamos ser letrados em futuro na escola, da mesma maneira que aprendemos sobre o passado nas aulas de história”, disse Martha.

O executivo da Starlink fez um overview da atuação da empresa no Brasil. “Nós queremos levar internet onde não existe. Já temos 740 satélites em órbita para podermos fazer essa cobertura e suprir a necessidade da internet”, ressaltou Campos. Quando questionado pela futurista sobre a importância da colonização de Marte, o executivo concluiu que é muito mais interessante o ser humano olhar para o futuro em que poderá explorar estrelas e galáxias, do que continuar explorando a Terra, já que é um explorador nato desde o início de sua aventura terrestre há 40 mil anos.”

Da assessoria

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