Startup de cozinhas para delivery recebe investimento de R$ 37,2 milhões

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Startup de cozinhas para delivery recebe investimento de R$ 37,2 milhões

A economia dos aplicativos de delivery não criou apenas startups bilionáias, como iFood, Loggi e Rappi. Também fomentou toda a estrutura por trás da entrega de alimentos – incluindo o surgimento de cozinhas conhecidas como dark kitchens. Suas portas estão fechadas ao público: nelas, apenas se produzem pratos para encomendas por aplicativo.

A Mimic, startup brasileira que surfa na onda global das dark kitchens e agrega ainda mais serviços aos restaurantes clientes, anunciou publicamente ter recebido um aporte semente pré-operacional de R$ 37,2 milhões pela cotação atual (originalmente, US$ 9 milhões). A rodada foi negociada em maio deste ano.

O investimento foi liderado pelo fundo Monashees (investidor de startups de logística como 99, Loggi, Rappi e Yellow) e completado por Canary (Buser, Shopper e Volanty) e Valor Capital Group (CargoX, Gympass e Mandaê). Também participaram investidores na pessoa física, como David Vélez (Nubank), Fernando Gadotti (DogHero), José Galló (Renner), Renato Freitas (99) e Vinicius Ferriani (Gympass).

Ideia de negócio: cozinha como um serviço
A Mimic foi criada no começo deste ano pelo equatoriano Andres Andrade, que trabalhou no mercado imobiliário. Sua proposta é atender regiões com pouca oferta de restaurantes, fornecendo estrutura e soluções para marcas implementarem operações de delivery.

Andrade olhou para empreendimentos como Cloud Kitchens (Estados Unidos), Kitopi (Emirados Árabes Unidos) e Rebel Foods (Índia). Vale lembrar que até mesmo o aplicativo de delivery Rappi está criando sua dark kitchen.

A Mimic começou com a ideia de ser apenas um espaço para restaurantes montarem operações de delivery. Logo percebeu que a dor principal não estava apenas em ter um local, mas em dar tempo para os empreendedores se concentrarem no restaurante.

Buscamos dar automação e escala à operação de delivery. Empreendedores, consumidores e entregadores: nenhum deles quer misturar a operação física com a online”, diz Andrade.

Segundo o presidente e fundador da Mimic, a penetração do delivery de alimentos no Brasil ainda vai de 3 a 4%. Na China, o percentual é de 20%. Mesmo assim, é um mercado de 11 bilhões de reais em terras nacionais, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). “O tempo de entrega é longo, o preço não é competitivo e a qualidade dos pratos ainda é ruim. Atacamos essas três dores”, diz Andrade.

 

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