Senado inclui fintechs no pagamento da Renda Mínima Emergencial

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Senado inclui fintechs no pagamento da Renda Mínima Emergencial
Instituições de pagamento filiadas à Associação Brasileira de Internet (Abranet), as fintechs já atendem mais de 20 milhões de pessoas físicas e jurídicas e chegam a localidades que os bancos não alcançam.
O auxílio emergencial do governo federal, de R$ 600,00, chegará aos beneficiários — microempreendedores e contribuintes individuais, desempregados e trabalhadores autônomos — por meio de fintechs, instituições de pagamento que são reguladas e supervisionadas pelo Banco Central.

A medida foi aprovada pelo Senado Federal nesta quarta-feira, 1/4, e é apoiada pela Abranet, que tem dentre suas filiadas fintechs com ampla atuação no país, como Mercado Pago, PagSeguro PagBank e SumUp.

As fintechs são 100% digitais, não cobram taxas do cliente final e seus serviços já são utilizados por mais de 20 milhões de brasileiros, notadamente microempresários e pessoas de baixa renda, em todas as regiões do país, incluindo localidades onde não existem agências dos bancos tradicionais. As fintechs oferecem contas digitais gratuitas, com as mesmas funcionalidades de contas bancárias: realizam TEDs, pagamento de contas, transferências bancárias, entre outras operações.

“Queremos colaborar com o poder público nos esforços para mitigar os efeitos do coronavírus na economia e na vida das pessoas. A tecnologia das fintechs oferece uma resposta rápida, segura e eficaz, o que ajudará a viabilizar o auxílio financeiro emergencial para as famílias de baixa renda”, destaca Eduardo Neger, presidente da Abranet.

Ele reforça que as fintechs utilizam a tecnologia para oferecer serviços de alta qualidade, contas 100% digitais, maquininhas etc., que possibilitam a inserção bancária sem os custos que, antes da tecnologia penetrar no setor financeiro, eram proibitivos aos menos favorecidos.
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As fintechs afiliadas à Abranet mantêm mais de 20 milhões de contas digitais, em mais de 5.500 municípios brasileiros. Em 50% delas o titular é um microempreendedor individual (MEI), e em outros 30% o titular é integrante de uma família de baixa renda.

Em razão da realidade excepcional em que o país se encontra por causa do coronavírus, Neger destaca que os titulares dessas contas são capazes de gerir seus recursos integralmente através do celular (todo cadastro pode ser feito pelo app), o que contribui para que as pessoas evitem se expor aos riscos de contaminação pelo coronavírus.

Também o Federal Reserve, o Banco Central nos EUA, estuda adotar as contas digitais como solução para operacionalizar os auxílios financeiros emergenciais aprovados naquele país.

Com a revolução ocorrida no setor financeiro e bancário do Brasil nos últimos anos, a partir do surgimento das fintechs, o cidadão passou a resolver sua vida financeira pelo celular, sem precisar ir a agências bancárias ou lotéricas para sacar dinheiro.

Mas se precisar, podem fazer saques — as contas vêm com cartão gratuito para compras e saques.
Além de colaborar para que a ajuda emergencial do governo chegue rapidamente à população beneficiária, a participação das fintechs filiadas à Abranet ocorrerá sem custos para os beneficiários do auxílio emergencial.
DA ASSESSORIA

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