Pesquisa da Deloitte com 662 empresas revela impactos e transformações sem precedentes desde o início da pandemia

0
76
Surgical mask over minimalist blue background

A pandemia da Covid-19 tem afetado os mais diversos setores da economia no mundo todo. Com o objetivo de entender quais foram os principais impactos da crise até o momento e as perspectivas de recuperação dos negócios estabelecidos no Brasil, a Deloitte realizou uma pesquisa inédita com 1.007 executivos de 662 empresas de 32 segmentos de atividades.

O levantamento retrata um cenário de impactos sem precedentes nas organizações, mas também uma capacidade de reação rápida da maior parte delas, acelerando mudanças em diversas frentes, a partir de ações já implementadas ou a implementar até junho, dentro do intervalo que compreende cerca de 100 dias após a decretação da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa identificou as ações de respostas das empresas a partir de seis dimensões: governança da crise, gestão de pessoas, impactos financeiros, cadeia de suprimentos e operações, clientes e receitas e tecnologia e meios digitais.

+LEIA MAIS: Startups têm vagas de emprego abertas para contratação imediata

Sobre os reflexos nos negócios ao longo desses primeiros 100 dias da crise, 67% dos respondentes esperam redução das receitas e vendas, enquanto 68% preveem diminuir custos e despesas. Embora 56% acreditem que poderá haver problemas de inadimplência dos clientes, 65% indicam intenção de manter o seu quadro de funcionários. O estudo aponta que, para todos os setores de atividade, o nível de endividamento deve aumentar. Os setores de TI e telecom são os únicos que aparecem com aumento do volume de serviços no período, enquanto turismo, hotelaria e lazer, junto com o de veículos e de autopeças, são os que se destacam com reduções mais fortes das receitas.

A parcela mais otimista dos entrevistados (17%) acredita que a recuperação dos seus negócios poderá acontecer até o final do 1º semestre deste ano. Porém, a maior parcela (74%) acredita que a recuperação de seu negócio virá entre 6 e 18 meses após o final do período de confinamento. A média de respostas das empresas dentro de cada setor indica expectativas muito distintas. Entre os entrevistados de setores que apostam numa retomada mais rápida, no período de 6 meses, estão os de TI e telecom, agronegócio, alimentos e bebidas, extração mineral, serviços de educação, serviços às empresas, metalurgia e química, higiene e limpeza. O grupo de setores que acreditam numa recuperação mais lenta, em até 18 meses, é composto por: comércio, transporte e logística, turismo, hotelaria e lazer, veículos e autopeças, associações e ONGs, bens de consumo, construção, saúde e farmacêutica.

“Esse estudo da Deloitte, inédito no Brasil, é de extrema importância, pois, além de mapear os impactos da pandemia nos mais diversos setores e identificar a expectativa dos tomadores de decisão sobre a retomada dos negócios, aponta para uma mudança estrutural na forma como as organizações atuam”, destaca Ronaldo Fragoso, sócio-líder da Deloitte para as Respostas de Negócios à Covid-19. Ele explica que os resultados consolidados da pesquisa estão apresentados a partir de três partes principais: impactos da crise, respostas das empresas e expectativas para as fases de recuperação e sustentação.

“As empresas mostram que essa fase em torno de 100 dias após a decretação da pandemia é de dar respostas à crise e não propriamente de recuperação. Ao mesmo tempo em que respondem à crise, as organizações acabam empreendendo uma transformação substancial, ao acelerar mudanças em diversos campos e elevar sua maturidade de gestão, conforme se pode verificar nos resultados da pesquisa”, analisa o sócio da Deloitte. “Elas se depararam com a necessidade de adaptar rapidamente suas operações para responder aos impactos da Covid-19, especialmente em temas relacionados à continuidade de seus negócios”, completa Ronaldo Fragoso.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui