Permuta pode ser tendência na pós-pandemia

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permuta

A permuta é uma prática antiga no mundo dos negócios que tem o intuito de realizar trocas de produtos e serviços sem mexer no fluxo de caixa das empresas. A novidade no mercado, no entanto, é a criação de plataformas online que aprimoram essas negociações. Com esse suporte, as empresas conseguem até realizar trocas multilaterais, que possibilitam ao empresário vender para uma companhia e receber créditos para adquirir produtos de outra.

 

Este é o caso, por exemplo, do Clube de Permuta, empresa que nasceu em Belo Horizonte (MG) e já conta com 23 unidades em outros locais do Brasil. A plataforma de relacionamento empresarial já movimentou mais de R$180 milhões em negociações  e conta com mais de 1.400 associados.

 

Em pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em abril deste ano, 76% das empresas tiveram suas atividades afetadas pela pandemia e, como consequência, tiveram seus faturamentos reduzidos. Do total de empresários entrevistados, 59% está com dificuldades para cumprir os pagamentos correntes e 55% relataram que o acesso ao capital de giro ficou mais difícil. Segundo informações do Banco Central, a soma das dívidas das empresas mais afetadas chega a R$ 900 bilhões.

 

Segundo Leonardo Bortoletto, fundador do Clube de Permuta, as trocas multilaterais podem ser benéficas para os negócios não só agora, como também no período pós quarentena: “Quando uma empresa troca aquilo que ela tem, seu produto ou serviço, por algo que precisa, ela não altera o caixa e o preserva. O fim do isolamento social trará consigo algumas mudanças importantes em todo o mundo. As necessidades por alguns serviços serão maiores, como os de tecnologia, consultorias, implementação de novas tecnologias, de gestão e de RH, por exemplo. Com a permuta, a empresa consegue fazer tudo isso preservando o caixa da empresa, o que pode ser crucial para sua manutenção depois de um período tão difícil”, diz.

 

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Apesar das vantagens, as negociações por permuta ainda são vistas com desconfiança por alguns empresários. Com vasta experiência no mercado de tecnologia, Bortoletto dá algumas dicas para quem pretende investir nesta modalidade de negócio.

Confira:

Com quem negociar?

O primeiro passo é tomar cuidado com quem realiza a permuta: É recomendável fazer parte de uma rede de permuta séria, que tenha profissionais confiáveis envolvidos. Isso evita dores de cabeça futuras e traz segurança nas transações;

 

Prefira trocas multilaterais

A permuta tradicional funciona de forma bilateral, ou seja, com duas empresas que realizam as trocas entre si. Com o surgimento de redes de permuta que oferecem trocas multilaterais, as ações dos empresários não ficam mais limitadas a determinados produtos ou serviços de uma só empresa nas negociações. É possível negociar com várias;

 

Não troque gato por lebre!

Avaliar se a troca é interessante para seu negócio: Analise se as opções de produtos e serviços são interessantes e necessárias para seu negócio. É preciso que o empresário entenda que as trocas devem ser muito bem analisadas, pois o objetivo aqui é fazer com que o negócio cresça;

 

Compre sem gastar

Fazer aquisições sem mexer no fluxo de caixa da empresa: Algumas aquisições necessárias podem ser realizadas sem gastar dinheiro que possa comprometer o balanço da companhia;

 

Invista em networking

Ter um bom relacionamento com os empresários com os quais pode realizar as permutas ajuda a visualizar as melhores oportunidades de negócio. Quanto maior o networking, maiores as chances de negócio.

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