Entrevista:Ela é pioneira em inteligência coletiva

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– Como surgiu a ideia de investir em algo relacionado a UX?

Já estava trabalhando com UX, em grandes agências de comunicação.E me especializei na área, me apaixonei pelo tema, estudei muito e ainda estudo. Isso mudou a minha percepção de “departamento” ou “boas práticas de usabilidade” que era como as agências de comunicação viam e abordavam a disciplina naquele momento, o que me motivou sair e apostar em inovação, como todo processo de inovação coletiva,assumi riscos.

-Quais foram as dificuldades?

O primeiro risco foi fazer com que o mercado compreendesse a disciplina como algo maior, além de uma parte do processo de desenvolvimento de produtos ou serviços, mas como cultura, impactando na escolha de modelos gerenciais, na técnica da execução dos projetos, e nos skills distintos de uma operação de comunicação, ou de uma produtora digital, que eram a referência imediata que o mercado queria nos colocar. Estou falando no passado, mas isso ainda é parte do nosso trabalho.

A inteligência coletiva é algo que sempre fez questão de executar?

Sempre! Temos políticas e metas de não usar a mesma inteligência no mesmo tipo de desafio por muito tempo, para agregar outros pontos de vista.
E ao mesmo tempo, empoderar a partir de gestão de conhecimento essa inteligência que foi realocada, para outra tarefa com a qual ela quer desenvolver. A inteligência coletiva é também a capacidade de gerenciar talentos, desenvolver novas habilidades e competências, isso fazemos como parte do nosso dia a dia. Temos os nossos 4Gs – metodologia de gestão nossa que desenvolvemos dentro da gestão da nossa comunidade = gestão pessoas, gestão projetos, gestão felicidade, gestão conhecimento. E nossos 4Ps: pessoas, propósito, produtos, processos.

Qual é a maior inovação no empreendimento que consolidou?

Pelos primeiros anos, ou mesmo na fundação imaginei que fosse a usar uma especialidade para desenvolver mercado – UX, mas já nos primeiros anos de vida, pudemos observar que a grande inovação da DUX não é na abertura ou posicionamento como consultoria especializada em UX, mas na cultura de gestão e trabalho que construímos, antecipando as tendências de futuro de trabalho, e as práticas de gestão de hubs e coworkings que hoje estão na “crista da onda”… Desenvolvemos consultoria especializada a partir da criação de uma comunidade, o que envolve diversas responsabilidades, custos, e capacitações que vão além da técnica de UX, nos aperfeiçoamos nisso, e incluímos nosso know how para aperfeiçoar modelos já estabelecidos. Você pode achar que sou pretensiosa demais com o que vou mencionar, mas o mercado de coworking que começou a estourar nos últimos 6 anos, neste ano aponta crises com a história da WeWork, e acreditamos que temos um grande diferencial nisso porque já nascemos como uma rede de nicho grande valor de engajamento e cultura onde as pessoas são fundamentais em nosso propósito, o mesmo movimento que a Wework e os outros coworkings estão buscando agora. O que posso dizer é que tivemos ao longo de quase 10 anos de história, um crescimento 298% nos últimos 5 anos.

Qual a dica daria a uma pessoa que quer empreender?

Você vai se dedicar muito mais do que quando estava contratado em uma empresa, portanto, busque fazer aquilo que verdadeiramente ama, e nunca pense que já aprendeu o suficiente. Compartilhe para crescer, você não é o único no mercado, mas pode ser o único que faz as coisas como você, acredite em si mesmo, crie em sua personalidade e na cultura da sua empresa o seu principal diferencial competitivo.

Quais as novidades que podemos esperar da DUXcoworkers?

Estamos fazendo consultoria de inovação para coworkings e hubs, e celulas de inovação dentro das empresas, com nossa iniciativa chamada Cultura de UX e Coworking.

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