Empresa brasileira chama atenção no Reino Unido com treinamento virtual para tarefas de risco

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Treinamento virtual –Assim que o empreendedor Fábio Costa, CEO da Agência Casa Mais – empresa de realidade virtual e aumentada – foi procurado pela GE Healthcare do Brasil –  empresa global líder no mercado de produtos e serviços para diagnóstico, tratamento e monitoramento de pacientes, bem como no desenvolvimento e na fabricação de produtos biofarmacêuticos – para desenvolver, com sua equipe, treinamentos virtuais para tarefas de risco, iniciou-se todo um procedimento detalhado do projeto, a partir das informações fornecidas pela GE.

A Agência ficou responsável por utilizar os mais modernos recursos de Gamificação 3D, usando a REUNI, plataforma virtual que permite a realização de reuniões, treinamentos, aulas e visitas a imóveis de modo totalmente imersivo, para solidificar a demanda do cliente. Esse trabalho contou, inclusive, com a criação de cenários, equipamentos, personagens e objetos em 3D, além dos locais virtuais.

O primeiro projeto, desenvolvido em território nacional, foi criado com o intuito de preparar os profissionais que precisam realizar os procedimentos de pré-manutenção de equipamentos de tomografia computadorizada. O trabalho chamou a atenção da GE Healthcare do Reino Unido. “Jonathan Tonks, nosso líder global de EHS para atividades envolvendo construção de sites e entrega de equipamentos médicos por empresas terceiras/contratadas, se interessou muito pelo treinamento. A partir daí, foi identificada a oportunidade de desenvolver um treinamento específico para içamento e entrega de ressonâncias magnética voltado para nossos parceiros”, afirma Fernando Burgo, EHS Manager LatAm na GE Healthcare.

Tanto Burgo quanto Tonks ressaltam a relevância desses treinamentos virtuais no computador, especialmente nestes tempos pandêmicos que exigiram o isolamento social, os quais podem ser realizados por várias vezes e de forma ilimitada, a fim de aperfeiçoar o aprendizado de uma forma muito próxima da realidade.

No caso do treinamento nacional criado para a GE Healthcare, envolvendo os colaboradores internos, a ideia é evitar riscos de contaminação biológica e acidentes oriundos da radiação e da eletricidade, apresentando diversas fases devidamente organizadas.

Inicialmente, é preciso que o profissional – utilizando o seu personagem virtual 3D e comandos de teclado e mouse – escolha os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) corretamente para cada uma das tarefas. O treinamento é detalhado e orienta o usuário, até mesmo, a colocar devidamente o seu dosímetro, bem como desligar o equipamento de tomografia, utilizando controles via computador.

Os profissionais também passam por outras fases, desde a limpeza do local, para eliminação de riscos biológicos, até a preparação do painel elétrico, para que a manutenção possa ser realizada. As orientações são feitas por voz, sons, texto e indicações gráficas, tornando o treinamento ainda mais didático. Por fim, ao terminar cada uma das tarefas, o usuário se dirige até uma enfermeira, que apresenta para ele os resultados, indicando os erros e acertos.

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Já o treinamento virtual para içar equipamentos foi realizado em inglês, com o intuito de ser disponibilizado para todas as unidades da empresa no mundo. Trata-se de outro procedimento de extrema importância, considerando que muitos equipamentos pesados, presentes em hospitais e clínicas, necessitam ser içados para estarem em andares mais altos. Contudo, é preciso seguir uma série de normas corretamente, que visam a proteção individual e coletiva. Além disso, é preciso manter a integridade do veículo e do equipamento, assim como do local no qual ele vai ser instalado. Por isso, a GE Healthcare optou pelo treinamento virtual para tal processo, com foco nos prestadores de serviço.

Pelo computador, o usuário dá início à tarefa em uma simulação virtual 3D de um escritório, onde faz a checagem de materiais e de itinerário. Depois desse ponto, o treinamento segue em uma rua virtual. Neste caso, o equipamento que precisa ser içado é um magneto de ressonância magnética e o usuário consegue entender, logo que o caminhão chega até o local, os detalhes de como a caixa deve ser posicionada na carroceria do veículo. A seguir, são demonstrados os procedimentos para checagem de distâncias, do caminhão e do guindaste, assim como a forma correta de retirar a caixa do equipamento. O treinamento passa por outras fases, como a checagem de EPIs dos profissionais envolvidos, checagem de cordas, isolamento do local (que é feito pelo próprio usuário), colocação na gaiola, içamento e entrega no local, com a utilização de guias e correntes.

Costa e sua equipe explicam que desenvolveram todo o trabalho, focados, também, na mensuração dos resultados. “Não adianta apenas termos um treinamento virtual gamificado esteticamente agradável e fácil de navegar se a empresa não conseguir medir, de forma analítica, os resultados”. Ele explica que foi criada uma página administrativa, na qual os gestores da GE acessam o sistema de estatísticas do treinamento em tempo real.

Até o momento, os projetos têm gerado resultados positivos: “Os times que estão realizando os treinamentos estão gostando muito. É um foco diferente, é inovador”, diz Burgo. Ele explica, ainda, que as interações colocadas estão muito relacionadas ao dia a dia de campo dos profissionais. “Não tenho dúvidas de que isso vai impactar positivamente na prevenção de acidentes.” Segundo ele, esses projetos não somente abriram portas para os treinamentos virtuais, mas também apontaram para uma mudança na plataforma de capacitação on-line da empresa. Trata-se, então, apenas do começo de muitas transformações.

Da assessoria

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