Dia dos Namorados 2021: digital deve ser o foco e varejistas precisam preparar o e-commerce

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Digital deve ser o foco para dia dos namorados em 2021
Dia dos namorados -O Dia dos Namorados se aproxima, pela 2ª vez inserido no contexto da pandemia. A exemplo das últimas datas comemorativas, o on-line segue como principal tendência para a data, que costuma movimentar o varejo de moda e acessórios, lojas de presentes e restaurantes — no caso do último, o delivery deve ganhar ainda mais destaque: as vendas na modalidade cresceram 276% no Carnaval e 101% na Páscoa, de acordo com dados da Linx, líder e especialista para o varejo, com 45,6% de market share do setor.

Com projeção de crescimento de 26% para o comércio eletrônico neste ano, de acordo com a E-bit | Nielsen, a expectativa é que o varejo continue apostando no digital como estratégia principal. No ano passado, o Dia dos Namorados foi por esse caminho: segundo dados da Compre & Confie, de 28 de maio a 12 de junho o faturamento das compras on-line foi 115,8% maior do que no mesmo período em 2019, movimentando R$ 6,45 bilhões.

Porém, as datas comemorativas, que aceleram as vendas, exigem uma série de mudanças nas lojas virtuais para impulsionar a performance. Neste contexto, Alessandro Gil, diretor-executivo da Linx Digital, acredita que “o ideal é preparar o e-commerce para atender às expectativas dos clientes digitais”. Para isso, o executivo indica três estratégias para alcançar o feito.

Promoções na loja virtual

O Dia dos Namorados é uma data que costuma impulsionar as compras de presentes, geralmente procurados com antecedência por consumidores. De acordo com Gil, no e-commerce um dos primeiros passos é mapear as promoções que podem ser feitas e como impulsioná-las. “Procure produtos que têm pouca saída e que se encaixam com a proposta da data para aplicar cupons de descontos. Essa proposta ajuda no giro de estoque e pode aumentar as vendas”, recomenda.

A periodicidade das promoções também é um quesito importante para análise, aponta Gil. “O varejista pode aproveitar os dias que antecedem o Dia dos Namorados e a própria data ou até o mês de junho inteiro, criando um mês dos namorados. Tudo vai depender da análise do lojista sobre sua capacidade de conceder descontos e as vantagens que a estratégia deve trazer se estendida”, analisa.

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Marketing Digital

Dados da Linx na Black Friday de 2020, data que mais movimenta as vendas no varejo, reforçam a importância das estratégias de marketing digital para atrair clientes para o e-commerce, como a compra de mídia nativa para divulgar produtos em publicidades on-line: com mais de 473 milhões de vitrines geradas na data, aumento de 13% em relação a 2019, a descoberta de produtos a partir de vitrines personalizadas e buscas gerou 54% das descobertas de produtos na data, produzindo uma receita gerada por buscas 184% maior do que no ano anterior.

Já as soluções de CRM qualificam esses anúncios, pois segmentam os clientes interessados nos produtos e aptos a converter as compras — uma pesquisa da Smallbizcrm aponta que elas podem aumentar em 41% as vendas de cada vendedor, em 300% as taxas de conversão e em 27% a retenção de clientes. “O lojista pode analisar dados sobre o tráfego da loja virtual e ganhar insights para criar as vitrines com os melhores produtos para a data e personalizar essas campanhas”, afirma o executivo. Dados do Google Adwords, no entanto, indicam que 97% das pessoas que entram em uma loja virtual não convertem uma venda na primeira visita. Para este ponto, Gil recomenda soluções de remarketing, que oferecem novamente os produtos para os clientes. “Na última Black Friday, nossos clientes fizeram cerca de 51 milhões de ações desse tipo e aumentaram em 6,9% as vendas via e-mail. É um sinal claro de que é importante pensar nos clientes que se perderam no caminho”, comenta.

Diversificação de canais digitais: marketplaces e redes sociais

Gil aponta que, além de um e-commerce próprio para vender ao cliente digital, o varejista deve contar também com os marketplaces de empresas parceiras. “Divulgar os produtos nas principais plataformas é, além de uma tendência de mercado, uma estratégia essencial para ampliar a presença digital, com alto potencial para aumentar o faturamento a partir de mais exposição dos produtos”.

Gil, no entanto, alerta para as diferenças de cada marketplace. “Não é só anunciar o produto, mas estudar o modelo de negócio de cada plataforma e suas peculiaridades, entendendo os melhores produtos para posicionar a marca corretamente”

Para o executivo, as redes sociais também são pontos de contato influentes. “Elas mantiveram diversos negócios funcionando no início da pandemia. É a hora de profissionalizar o seu uso, com listas de transmissão para clientes, uma comunicação mais próxima e catálogos digitais atraentes, com produtos detalhados e navegação intuitiva”, explica Gil.

Segundo o Panorama Mobile Time e Opinion Box, mais de 93% dos brasileiros usam o WhatsApp e 99% contam com o aplicativo instalado. Para o especialista, esse é um indicativo do potencial da rede: “ele já está na mão do consumidor brasileiro, mas o varejista precisa ativar o cliente corretamente, estabelecendo uma comunicação profunda e personalizada para conquistá-lo”, diz.
Da assessoria

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